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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Crise na Ciência ou Crise na Reprodutibilidade de Pesquisas?

Ocorrências cada vez mais frequentes de retratação de pesquisas científicas sugerem que o erro, o falseamento de dados, a omissão e a manipulação ameaçam a qualidade das evidências que embasam as publicações. Podemos dizer que há uma crise na Ciência?
Estudo recente de março 2018 publicado na revista PNAS apresenta os resultados de um levantamento feito na Base de Dados Web of Science sobre a ocorrência de uma das seguintes frases nos artigos indexados: “crise de reprodutibilidade”, “crise científica”, “ciência em crise”, “crise na ciência”, “crise de replicação”, “ crise de replicabilidade” no título, resumo ou palavras-chave. Os registros, apresentados na Figura 1 abaixo, foram classificados se endossavam implícita ou explicitamente a narrativa da crise descrita no texto (vermelho), ou alternativamente questionavam a existência de tal crise (azul), ou discutiram “crises científicas” de outros tipos ou não puderam ser classificadas devido a informações insuficientes (cinza). O conjunto de dados completo, que inclui todos os títulos e resumos desde 1933 até 2018, está disponível no Dataset S1. A amostra não inclui os numerosos artigos recentes de pesquisa e artigos de opinião que discutem a narrativa “ciência está em crise” sem incluir nenhuma das frases acima no título, resumo ou palavras-chave [1]. O Gráfico abaixo (Figura 1) deixa claro que o número de artigos endossando a crise aumentou nos últimos anos.
Corroborando essa percepção, pesquisa baseada em questionário enviado em 2016 pela equipe da revista Nature a 1.576 pesquisadores revelou que 52% deles acreditavam haver uma crise significativa de reprodutibilidade (Figura 2). Mais de 70% dos respondentes afirmaram que tentaram e não conseguiram reproduzir os experimentos de outros cientistas, e mais da metade não conseguiu reproduzir seus próprios experimentos [2]. 
Embora 52% dos respondentes do questionário concordem que há uma “crise” significativa de reprodutibilidade, menos de 31% acham que a falha em reproduzir os resultados publicados significa que o resultado provavelmente está errado, e a maioria diz que ainda confia na literatura publicada. Quase 90% dos pesquisadores da área de Química, 80% da área de Biologia, perto de 70% das áreas de Física, Engenharia e Medicina afirmaram que haviam falhado em reproduzir a pesquisa de outros pesquisadores e mesmo seus próprios experimentos. 
Leia o post completo clicando aqui: SIBiUSP
Fonte: DUDZIAK, E.A. Crise na Ciência ou Crise na Reprodutibilidade de Pesquisas? São Paulo: SIBiUSP, 2018. Disponível em: <https://www.sibi.usp.br/?p=28441> Acesso em: 11 out. 2018.


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

FZEA recebeu o Reitor da USP, dentre as atividades esteve a definição do slogan da Faculdade.

No último dia 30 (quinta-feira passada), a FZEA recebeu o Magnífico Reitor da USP, Prof. Dr. Vahan Agopyan, juntamente com outros dirigentes da Universidade para a apresentação das ações do primeiro ano de gestão da atual diretoria e inauguração das novas instalações do Laboratório de Aquicultura e da Sala de Defesa da Pós-Graduação.


No final da cerimônia foi entregue o prêmio do concurso cultural que escolheu o novo slogan da FZEA. A frase vencedora foi “Ciência e Inovação da fazenda à mesa”, criada pelo aluno de graduação João Vitor Mendes dos Santos.




Leiam a matéria completa em: https://jornal.usp.br/institucional/faculdade-de-zootecnia-e-engenharia-de-alimentos-apresenta-melhorias-na-infraestrutura/



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

USP assina CABI: milhões de registros de literatura agrícola ao nosso alcance

A USP acaba de assinar a base de dados CAB Direct. Trata-se da mais completa e extensa fonte de referência nas ciências da vida aplicadas, incorporando as principais bases de dados bibliográficas CAB Abstracts e Global Health. Sua área principal de conhecimento é da literatura agrícola em âmbito internacional.

Contém mais de 12 milhões de registros, com cobertura desde 1973 até os dias atuais, adicionando 360 mil resumos por ano. A cobertura de assuntos inclui agricultura, meio ambiente, ciências veterinárias, economia aplicada, ciência dos alimentos e nutrição. Banco de dados abrange questões internacionais na agricultura, silvicultura e disciplinas afins nas ciências da vida. As publicações indexadas são de 120 países em 50 idiomas, incluindo resumos em inglês para a maioria dos artigos. Cobertura de literatura inclui revistas, procedimentos, livros e uma grande coleção de seriados agrícolas. Outros formatos também são indexados.


O CAB Direct fornece um ponto de acesso único e conveniente para todas as suas assinaturas de banco de dados do CABI. Um mínimo de 35% de registros bibliográficos adicionados por ano ao texto completo gratuito disponível em documentos de acesso aberto ou mantidos no repositório exclusivo de texto completo do CABI, constituindo mais de 4 mil periódicos e títulos de literatura cinzenta onde o texto completo pode ser acessado diretamente da CAB Direct. O CAB Direct usa CAB Thesaurus, o extenso índice on-line de termos do CABI para pesquisa.

CABI logo


EDITOR/AGREGADOR: Dot.Lib / CABI
ASSINATURA: USP ( 23/07/2018 a 21/08/2019 )
ASSUNTOS: Agricultura, Agronomia, Biodiversidade, CAB, CABI, Ciências da Vida, Controle de Pesticidas, Controle de Pragas, Desenvolvimento Sustentável, Engenharia Agrícola, Engenharia Agronômica, Engenharia de Alimentos, Horticultura, Manejo, Medicina Veterinária, Meio Ambiente, Nutrição, Nutrição Animal, Plantações, Silvicultura, Solo, Zootecnia
ÁREA(S) DE CONHECIMENTO: Biológicas

Portal de Busca Integrada da USP tem nova interface

Especialmente desenhado para maximizar a descoberta de conteúdos importantes para a comunidade USP, o novo Portal de Busca Integrada (PBi) da USP facilita a busca e recuperação dos registros dos acervos físicos das Bibliotecas e dos conteúdos digitais online disponíveis na USP, incluindo o conteúdo do Portal de Periódicos da Capes, conteúdos assinados e disponíveis nas bibliotecas digitais da Universidade, além de conteúdos em acesso aberto.
Dessa maneira, o PBi compreende as funcionalidades de um catálogo online, biblioteca digital e, de quebra, de gestão de empréstimos.
Na nova interface, o usuário receberá resultados de acordo com a aba selecionada:
  • Busca Geral pesquisa em todas as coleções, incluindo materiais disponíveis nos acervos físicos, itens digitais disponibilizados pela USP, Portal de Periódicos da Capes ou de acesso aberto. O Portal de Busca Integrada pressupõe que você está buscando por todas as palavras que você digitou, a menos que os operadores booleanos OR ou NOT sejam colocados entre palavras ou frases. 
  • Acervo Físico pesquisa somente os materiais disponíveis no acervo físico das Bibliotecas.
  • Produção USP pesquisa os registros cadastrados da produção intelectual (científica, acadêmica, artística e técnica) gerada por pesquisadores da USP.
A interface unificada e customizada de pesquisa do PBi apresenta ao usuário os resultados classificados a partir de facetas de refinamento, filtros que tornam a descoberta mais eficiente. As facetas incluem opções de filtro por Tipo de Recurso, Assunto, Autor/Criador, Data de publicação, Biblioteca, Base de dados/Biblioteca, Idioma, Nome da Publicação. Dessa forma, permite ordenar os resultados por relevância, data mais recente, data mais antiga, mais acessados, autor ou título, além do idioma da interface: inglês, português ou espanhol. Uma vez familiarizado com a busca simples do Portal de Busca Integrada, você pode tentar realizar buscas mais aprimoradas usando a opção de Busca Avançada. Ambas as opções oferecem inúmeros recursos para tornar suas buscas mais precisas.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Quantidade ou qualidade: o que vale mais na produção científica?

Os cientistas freqüentemente questionam sobre o que vale mais: quantidade ou qualidade na produção científica? Tempo e esforço devem ser gastos para produzir poucos documentos de alta qualidade ou para produzir muitos trabalhos de qualidade inferior? Apesar dessa percepção, alguns estudos indicam uma relação oposta. Há evidências de que a produtividade (publicação de mais artigos) está associada positivamente ao aumento da qualidade do artigo (medida pelo número de citações).


Ainda na década de 80, mais precisamente em 1986, Lawani [1] realizou estudos bibliométricos que sugeriram que na pesquisa do câncer a quantidade e a qualidade da produção de um país estavam altamente associadas. As evidências do estudo demonstraram que essa relação vale também para o indivíduo. Em outras palavras, aqueles que produzem mais, também produzem melhor.
A partir de suas análises, o autor estabeleceu também que a qualidade pode gerar quantidade pois, uma vez que o pesquisador tenha sido reconhecido pela qualidade do seu trabalho, recursos para pesquisa tornaram-se mais prontamente disponíveis para ele, incentivando-o a dedicar mais tempo à pesquisa e publicação. No processo, um produtor de qualidade também se torna um produtor de quantidade.
Saltando para 2010, Abramo, D’Angelo e Costa [2] realizaram um estudo sobre a produção científica da Itália de 2001 a 2005. Os resultados mostraram que a produção de pesquisadores mais produtivos é superior em qualidade à produção de pesquisadores menos produtivos.
Em artigo publicado em 2016, Huang [3] relatou uma correlação positiva entre fator de impacto e número de artigos em periódicos acadêmicos. Revistas de alto impacto publicam mais artigos. Qualidade e quantidade estão positivamente correlacionadas. Esta é uma tendência comum em diferentes disciplinas, conforme revelado pelos dados empíricos. Corroborando essa percepção, Sandström e van den Besselaar [4] em artigo publicado também em 2016 afirmam que “há uma forte correlação entre produtividade (número de artigos) e impacto (número de citações), que também se aplica à produção de artigos de alto impacto: quanto mais artigos, maior o impacto”.
Segundo os autores, do ponto de vista da produtividade, há retornos marginais positivos constantes ou crescentes para a maioria dos campos de conhecimento. Nesse sentido, o aumento da produtividade do sistema de pesquisa não é um efeito perverso dos sistemas de avaliação orientados para a produção, mas um desenvolvimento positivo. Afirmam que a produtividade aumenta fortemente a ocorrência de descobertas e invenções importantes, como seria de esperar numa perspectiva teórica da criatividade científica. Entretanto, corre-se o risco de confundir qualidade com quantidade. 
Fonte:
DUDZIAK, E. A. Quantidade ou qualidade: o que vale mais na produção científica? São Paulo: SIBiUSP, 2018. Disponível em: <https://www.sibi.usp.br/?p=26035> Acesso em: 25 jul. 2018.