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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Relatório da Comissão Europeia mostra tendências do "Open Access"

Recentemente a ciência aberta emergiu como uma tendência poderosa na política de pesquisa. Para esclarecer, a abertura sempre foi um valor central da ciência, mas significava publicar os resultados de pesquisa em um artigo de periódico.
Hoje, há consenso de que, garantindo o maior número possível de acessos a publicações e reutilização de dados, códigos e outros produtos intermediários, a produtividade cresce, a má conduta científica torna-se mais rara, as descobertas são aceleradas. Ainda assim, também está claro que o progresso em direção à ciência aberta é lento.
Nesse contexto, o Open Science Monitor (OSM) foi criado pela Comissão Europeia com o objetivo de monitorar tendências de Ciência Aberta e fornecer dados e informações necessárias para apoiar a implementação de políticas de acesso aberto. Reúne as melhores evidências disponíveis sobre a evolução da Open Science, seus drivers e impactos, com base em vários indicadores, bem como em um conjunto rico de estudos de caso. 
Em Relatório intitulado “Trends for open access to publications” [1], publicado recentemente (Abril de 2019), o Open Science Monitor apresenta informações e estudos de casos que abrangem o acesso a publicações científicas, dados bibliométricos, bem como dados sobre as políticas de financiadores e mandatos de periódicos.
Quais informações estão disponíveis?
O acesso aberto a publicações refere-se à possibilidade de acessar livremente publicações de pesquisa. Estas estão divididos em:
  • Golden Open Access: resultados de pesquisa disponíveis em publicações que são de acesso aberto pelo editor; as publicações estão disponíveis gratuitamente no site da revista, devido às taxas pagas pelo autor.
  • Green Open Access: resultados de pesquisa disponíveis em publicações que não são de acesso aberto pelo editor, mas que o autor deposita de forma independente em um repositório de acesso aberto.
Para ler o documento completo, clique aqui: http://www.sibi.usp.br/?p=40128 

Fonte:

EUROPEAN COMMISSION. Trends for open access to publications. s.l., 2019. Disponível em: https://ec.europa.eu/info/research-and-innovation/strategy/goals-research-and-innovation-policy/open-science/open-science-monitor/trends-open-access-publications_en Acesso em 14 agosto 2019.


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Workshop Web of Science na FZEA acontecerá em 30/04/2019

No próximo dia 30 de abril, a Biblioteca da FZEA-USP, em parceria com o SIBiUSP, promoverão o Workshop Web of Science, JCR e EndNote Web.
Será na Sala ZEB 04, do Departamento de Engenharia de Biossistemas, das 9h às 12h.

Clique aqui e faça sua inscrição: https://www.doity.com.br/wos-usp-fzea-30abril2019



terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Livro conta a longa e tumultuada trajetória das bibliotecas

Editora da USP lança “História das Bibliotecas”, do historiador francês Frédéric Barbier


As primeiras bibliotecas conhecidas, datadas de meados do quarto milênio antes de Cristo e localizadas na Mesopotâmia (atual Iraque), reuniam algumas centenas de pequenas tábuas de argila, com sinais gravados em escrita cuneiforme. A mais famosa biblioteca do mundo antigo – a de Alexandria, ligada à “morada das musas”, o Museu, instituição fundada por Ptolomeu I no final do século 3 antes de Cristo – moldou a cultura livresca ocidental e impôs um modelo de biblioteca que perdura até hoje. Com o advento do cristianismo, igrejas espalhadas pela Grécia e pelo Oriente Próximo fundam suas próprias bibliotecas, embora se restrinjam a guardar manuscritos da Bíblia, livros litúrgicos, atas e correspondências.
Essas são algumas observações extraídas das primeiras páginas do livro História das Bibliotecas – De Alexandria às Bibliotecas Virtuais, do historiador francês Frédéric Barbier, que a Editora da USP (Edusp) acaba de lançar. Com 400 páginas, a obra percorre toda a história dessa instituição dedicada à conservação da cultura escrita. O livro é “um convite à reflexão sobre os muitos paradoxos que as revoluções nos sistemas de comunicação e sistematização da informação vêm sofrendo”, escreve na orelha do livro a professora Marisa Midori, docente do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e colunista da Rádio USP. “De um lado, como evitar o esvaziamento de antigas bibliotecas e de coleções inteiras de livros e de periódicos que são paulatinamente publicados na internet? De outro lado, como sistematizar e tornar inteligível um verdadeiro oceano de escritos que se renova a cada dia?”
Como mostra o livro de Barbier, as bibliotecas têm uma longa história de conflitos, mas também de superação e de grandes serviços prestados à educação ocidental. A partir do século 4 depois de Cristo, uma série de acontecimentos marca profundamente o trabalho dessas instituições. Entre esses acontecimentos estão as recorrentes crises do Império Romano e a chegada ao Ocidente dos povos “bárbaros”, pouco ou não alfabetizados, que ocasionam a destruição de bibliotecas inteiras. Além disso, a substituição dos volumen de papiro pelo codex em pergaminho faz com que no novo suporte seja reproduzida apenas parte dos textos até então conservados, enquanto o restante é perdido.
Em meio a essa situação, a atuação de São Bento de Núrcia é decisiva, destaca Barbier. Em 529 – mesmo ano em que o imperador bizantino Justiniano, sob a acusação de “paganismo”, fecha a célebre Academia de Atenas, fundada nove séculos antes pelo filósofo grego Platão -, São Bento inaugura a Abadia de Monte Cassino, origem da ordem dos beneditinos, e institui a regra beneditina. Entre os preceitos dessa regra está a obrigação de ler regularmente os textos sagrados e estudá-los através dos comentários dos padres da Igreja. “O mosteiro deve, tanto quanto possível, ser capaz de viver como autarquia, de forma que os monges terão também, entre suas tarefas cotidianas, que copiar os textos para enriquecer a biblioteca”, escreve o historiador. Com isso, generaliza-se o princípio de estabelecer em cada mosteiro um scriptorium e uma biblioteca. A rápida propagação da ordem beneditina é acompanhada pela multiplicação das bibliotecas e dos ateliês dos copistas.
Clique aqui e leia a matéria completa: https://jornal.usp.br/?p=223136



Esquema de Metadados DataCite: documentação para a publicação e citação de dados de pesquisa

A pesquisa acadêmica está produzindo quantidades cada vez maiores de dados de pesquisa e depende desses dados para verificar os resultados da pesquisa, criar novas pesquisas e compartilhar descobertas. Neste contexto, o que até pouco tempo atrás não existia era uma abordagem persistente de acesso, identificação, compartilhamento e reutilização de conjuntos de dados. 
Para atender a essa necessidade, o consórcio internacional DataCite foi fundado no final de 2009 com estes três objetivos fundamentais:
● estabelecer um acesso mais fácil aos dados de pesquisa científica na Internet,
● aumentar a aceitação de dados de pesquisa como contribuições legítimas e citáveis ​​para o registro científico e
● dar suporte ao arquivamento de dados que permitirá que os resultados sejam verificados e redefinidos para estudo futuro.
Para que os dados de pesquisa sejam efetivamente descobertos e recuperados, é necessário pensar em sua descrição e registro a partir de um conjunto robusto de propriedades mandatórias, recomendadas e/ou opcionais. Nesse sentido, é importante considerar o esquema de metadados do DataCite.
O DataCite Metadata Schema é uma lista de propriedades principais de metadados escolhidas para uma identificação consistente de um recurso para fins de citação e recuperação, juntamente com instruções de uso recomendado (definições e usos dos metadados). O recurso que está sendo identificado pode ser de qualquer tipo, mas geralmente é um conjunto de dados. Esse trabalho foi diligentemente realizado pelo Grupo de Metadados do DataCite, que continua colaborando com o Dublin Core Metadata Initiative (DCMI) Science and Metadata Community (SAM) para manter o esquema Dublin Core Application Profile. 
Clique aqui e leia o post completo: http://www.sibi.usp.br/?p=32170