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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Livro conta a longa e tumultuada trajetória das bibliotecas

Editora da USP lança “História das Bibliotecas”, do historiador francês Frédéric Barbier


As primeiras bibliotecas conhecidas, datadas de meados do quarto milênio antes de Cristo e localizadas na Mesopotâmia (atual Iraque), reuniam algumas centenas de pequenas tábuas de argila, com sinais gravados em escrita cuneiforme. A mais famosa biblioteca do mundo antigo – a de Alexandria, ligada à “morada das musas”, o Museu, instituição fundada por Ptolomeu I no final do século 3 antes de Cristo – moldou a cultura livresca ocidental e impôs um modelo de biblioteca que perdura até hoje. Com o advento do cristianismo, igrejas espalhadas pela Grécia e pelo Oriente Próximo fundam suas próprias bibliotecas, embora se restrinjam a guardar manuscritos da Bíblia, livros litúrgicos, atas e correspondências.
Essas são algumas observações extraídas das primeiras páginas do livro História das Bibliotecas – De Alexandria às Bibliotecas Virtuais, do historiador francês Frédéric Barbier, que a Editora da USP (Edusp) acaba de lançar. Com 400 páginas, a obra percorre toda a história dessa instituição dedicada à conservação da cultura escrita. O livro é “um convite à reflexão sobre os muitos paradoxos que as revoluções nos sistemas de comunicação e sistematização da informação vêm sofrendo”, escreve na orelha do livro a professora Marisa Midori, docente do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e colunista da Rádio USP. “De um lado, como evitar o esvaziamento de antigas bibliotecas e de coleções inteiras de livros e de periódicos que são paulatinamente publicados na internet? De outro lado, como sistematizar e tornar inteligível um verdadeiro oceano de escritos que se renova a cada dia?”
Como mostra o livro de Barbier, as bibliotecas têm uma longa história de conflitos, mas também de superação e de grandes serviços prestados à educação ocidental. A partir do século 4 depois de Cristo, uma série de acontecimentos marca profundamente o trabalho dessas instituições. Entre esses acontecimentos estão as recorrentes crises do Império Romano e a chegada ao Ocidente dos povos “bárbaros”, pouco ou não alfabetizados, que ocasionam a destruição de bibliotecas inteiras. Além disso, a substituição dos volumen de papiro pelo codex em pergaminho faz com que no novo suporte seja reproduzida apenas parte dos textos até então conservados, enquanto o restante é perdido.
Em meio a essa situação, a atuação de São Bento de Núrcia é decisiva, destaca Barbier. Em 529 – mesmo ano em que o imperador bizantino Justiniano, sob a acusação de “paganismo”, fecha a célebre Academia de Atenas, fundada nove séculos antes pelo filósofo grego Platão -, São Bento inaugura a Abadia de Monte Cassino, origem da ordem dos beneditinos, e institui a regra beneditina. Entre os preceitos dessa regra está a obrigação de ler regularmente os textos sagrados e estudá-los através dos comentários dos padres da Igreja. “O mosteiro deve, tanto quanto possível, ser capaz de viver como autarquia, de forma que os monges terão também, entre suas tarefas cotidianas, que copiar os textos para enriquecer a biblioteca”, escreve o historiador. Com isso, generaliza-se o princípio de estabelecer em cada mosteiro um scriptorium e uma biblioteca. A rápida propagação da ordem beneditina é acompanhada pela multiplicação das bibliotecas e dos ateliês dos copistas.
Clique aqui e leia a matéria completa: https://jornal.usp.br/?p=223136



Esquema de Metadados DataCite: documentação para a publicação e citação de dados de pesquisa

A pesquisa acadêmica está produzindo quantidades cada vez maiores de dados de pesquisa e depende desses dados para verificar os resultados da pesquisa, criar novas pesquisas e compartilhar descobertas. Neste contexto, o que até pouco tempo atrás não existia era uma abordagem persistente de acesso, identificação, compartilhamento e reutilização de conjuntos de dados. 
Para atender a essa necessidade, o consórcio internacional DataCite foi fundado no final de 2009 com estes três objetivos fundamentais:
● estabelecer um acesso mais fácil aos dados de pesquisa científica na Internet,
● aumentar a aceitação de dados de pesquisa como contribuições legítimas e citáveis ​​para o registro científico e
● dar suporte ao arquivamento de dados que permitirá que os resultados sejam verificados e redefinidos para estudo futuro.
Para que os dados de pesquisa sejam efetivamente descobertos e recuperados, é necessário pensar em sua descrição e registro a partir de um conjunto robusto de propriedades mandatórias, recomendadas e/ou opcionais. Nesse sentido, é importante considerar o esquema de metadados do DataCite.
O DataCite Metadata Schema é uma lista de propriedades principais de metadados escolhidas para uma identificação consistente de um recurso para fins de citação e recuperação, juntamente com instruções de uso recomendado (definições e usos dos metadados). O recurso que está sendo identificado pode ser de qualquer tipo, mas geralmente é um conjunto de dados. Esse trabalho foi diligentemente realizado pelo Grupo de Metadados do DataCite, que continua colaborando com o Dublin Core Metadata Initiative (DCMI) Science and Metadata Community (SAM) para manter o esquema Dublin Core Application Profile. 
Clique aqui e leia o post completo: http://www.sibi.usp.br/?p=32170 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

10 anos do Portal de Revistas da USP

O Portal de Revistas da USP completou 10 anos de existência.


Abrigando atualmente 185 Revistas, o Portal de Revistas da USP é referência internacional não só por sua qualidade, como também por sua grandiosidade. O Gráfico a seguir apresenta a evolução do total de títulos registrados no Portal, no período de 2008 a 2018.


A constante evolução e os números positivos exemplificam bem essa realidade de sucesso: até o último dia 27 de novembro de 2018 foram 6.488 fascículos publicados, 92.760 artigos, 14.059.783 downloads, 29.723.062 acessos. O Gráfico abaixo exibe a evolução do número de downloads de artigos do Portal de 2014 a novembro de 2018.


Entre os fatores que contribuíram para o crescimento dos downloads e da visibilidade nestes dez anos foi o fato de reunir, em um único Portal, as revistas editadas por Unidades, Institutos e Museus da Universidade, facilitando o acesso por leitores, pesquisadores e público em geral. A criação do Portal se dá em 2008 no Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (DT/SIBiUSP), proposto para ser um apoio e um canal alternativo aos editores que não tinham suas revistas indexadas no Portal SciELO (Scienficic Eletronic Library Online).

Amparadas pelo Programa de Apoio às Publicações Científicas Periódicas da USP (regulamentado pela Portaria 2403 de 18 de novembro de 1988), as revistas da USP e seus editores passaram a contar com uma Comissão de Credenciamento, com o objetivo de definir uma política editorial e propor critérios para o credenciamento de periódicos científicos. Em 2006, o regimento da Comissão de Credenciamento foi alterado pela Portaria GR Nº 3726, visando ajustar as novas demandas ao contexto de internacionalização e às exigências de modernização dos veículos de divulgação científica da USP, apoiar sua gestão e fornecer recursos financeiros especialmente destinados para as atividades de diagramação, editoração e serviços correlatos.

Clique aqui e leia a matéria completa: Notícias do Portal de Revistas da USP  

terça-feira, 23 de outubro de 2018

21ª edição da Semana do Livro e da Biblioteca na FZEA-USP

A Biblioteca da FZEA têm a honra de convidá-lo (a) para participar da Semana do Livro e da Biblioteca, que já está no 21º ano.

São muitas atividades programadas para atender a comunidade Fzeana:

22/10: Workshop de Bases de Dados da DotLib, com o ministrante Marcos Criado.

23/10: Palestra "Apresentando-se com o Currículo Lattes", que será ministrada pelas bibliotecárias Vanessa Rodrigues e Érica Moreschi, às 9h e às 14h, na Sala de reuniões da Biblioteca.

24/10: Palestra "Qualidade e Avaliação de Dados na Cadeia do Leite", que será ministrada por Elaine Moreschi, da Nestlé Quality Assurance Center, às 14h no BDNA.

25/10: Workshop Scopus, Mendeley e Science Direct, que será ministrado por Fabrício Luz, às 9h no BDNA.

26/10: Palestra "Identificadores de Autor" que será ministrada pelas bibliotecárias Vanessa Rodrigues e Érica Moreschi às 9h e às 14h, na Sala de reuniões da Biblioteca.

Participem! Prestigiem! Cliquem no cartaz e vejam a programação completa.


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Crise na Ciência ou Crise na Reprodutibilidade de Pesquisas?

Ocorrências cada vez mais frequentes de retratação de pesquisas científicas sugerem que o erro, o falseamento de dados, a omissão e a manipulação ameaçam a qualidade das evidências que embasam as publicações. Podemos dizer que há uma crise na Ciência?
Estudo recente de março 2018 publicado na revista PNAS apresenta os resultados de um levantamento feito na Base de Dados Web of Science sobre a ocorrência de uma das seguintes frases nos artigos indexados: “crise de reprodutibilidade”, “crise científica”, “ciência em crise”, “crise na ciência”, “crise de replicação”, “ crise de replicabilidade” no título, resumo ou palavras-chave. Os registros, apresentados na Figura 1 abaixo, foram classificados se endossavam implícita ou explicitamente a narrativa da crise descrita no texto (vermelho), ou alternativamente questionavam a existência de tal crise (azul), ou discutiram “crises científicas” de outros tipos ou não puderam ser classificadas devido a informações insuficientes (cinza). O conjunto de dados completo, que inclui todos os títulos e resumos desde 1933 até 2018, está disponível no Dataset S1. A amostra não inclui os numerosos artigos recentes de pesquisa e artigos de opinião que discutem a narrativa “ciência está em crise” sem incluir nenhuma das frases acima no título, resumo ou palavras-chave [1]. O Gráfico abaixo (Figura 1) deixa claro que o número de artigos endossando a crise aumentou nos últimos anos.
Corroborando essa percepção, pesquisa baseada em questionário enviado em 2016 pela equipe da revista Nature a 1.576 pesquisadores revelou que 52% deles acreditavam haver uma crise significativa de reprodutibilidade (Figura 2). Mais de 70% dos respondentes afirmaram que tentaram e não conseguiram reproduzir os experimentos de outros cientistas, e mais da metade não conseguiu reproduzir seus próprios experimentos [2]. 
Embora 52% dos respondentes do questionário concordem que há uma “crise” significativa de reprodutibilidade, menos de 31% acham que a falha em reproduzir os resultados publicados significa que o resultado provavelmente está errado, e a maioria diz que ainda confia na literatura publicada. Quase 90% dos pesquisadores da área de Química, 80% da área de Biologia, perto de 70% das áreas de Física, Engenharia e Medicina afirmaram que haviam falhado em reproduzir a pesquisa de outros pesquisadores e mesmo seus próprios experimentos. 
Leia o post completo clicando aqui: SIBiUSP
Fonte: DUDZIAK, E.A. Crise na Ciência ou Crise na Reprodutibilidade de Pesquisas? São Paulo: SIBiUSP, 2018. Disponível em: <https://www.sibi.usp.br/?p=28441> Acesso em: 11 out. 2018.